quinta-feira, 19 de março de 2009

Catando tampinhas

Anatole andava meio perdidão, batendo perna pelas ruas de Salta quando cruzei por ele pela segunda vez. “Posso ajudar”, perguntei no meu castelhano sofrível. Àquela hora, a despeito do idioma, já poderia trabalhar nas informações turísticas da cidade.

Personagens bacaninhas. "Una moneda" e o cara das tampinhas

Ele buscava um pouso barato. Levei o francês até o hostel El Andaluz e segui meu caminho. Queria conhecer um pouco da cidade. Salta era apenas uma parada para a viagem que começaria de fato no Chile, mas por que não ver qualé dessa terra?

Viva Güemes e seus gauchos!

Quando cheguei na cidade, olhos para o chão em busca de tampinhas. Era manhã, após a rodoviária, eu passava pela praça San Martin, caminhando pela avenida de igual nome. Fiquei reparando em um senhor que a toda hora descia de sua bicicleta para pegar tampa de garrafa PET no chão.

Monumento a Güemes. Homenagem merecida (acho)

“Essas tampas são para vender e ajudar as crianças vitimas de câncer”, correu explicar o senhor, provando sanidade. Ajudei o homem coletando algumas tampinhas também. Mas depois que ele se foi, não podia andar sem olhar para o chão.

Um general onipresente

O que mais marca em Salta é a onipresença de um tal General Don Martín Miguel de Güemes – nome de rua, praça, monumento e o escambaú. Tanta honraria tem motivo: liderando um exército de camponeses, os gaúchos, o general Güemes se destacou nas lutas pela independência da América Espanhola.



No dia de minha chegada havia uma festa no centro da cidade em homenagem a Güemes e seus gaúchos. O evento era na praça 9 de Julho, onde tudo acontece na cidade e cujo nome, até o final desses relatos, descubro a que se refere.

Na catedral pouco antes da missa. Confissão

Por ali tem um senhor que fica pedindo, eufórico, “una moneda!” aos passantes. O cara é tão rápido que não dá tempo de negar a moneda e ele já parte para outra vítima. Na 9 de Julho está a imponente catedral da cidade. Mas a mais bonita de Salta está não longe dali, na mesma calle Córdoba do hostel: a igreja San Francisco.

A mais bela: igresia San Francisco

Tudo bacaninha, giro por Salta e tudo mais; gente boa no hostel e boas lembranças desta primeira parada. Mas bora sacar esse sorriso do rosto. Tinha que peregrinar por bancos e terminais telefônicos para sanar minha questão financeira.

Um comentário:

JeAn disse...

una moeda
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una moeda!